9 de mai de 2009

Umberto Eco - uma antibiblioteca

Umberto Eco é fantástico - sua cultura enciclopédica não faz sombra à sua imaginação, nem ao seu profundo sentimento de fascínio pelo humano. Li O Nome da Rosa a primeira vez e gostei muito da trama; acho que foi quase no seu lançamento, eu ainda adolescente. Li alguns anos depois, e tive paciência de traduzir as partes em latim. Ainda mais uns anos, e conhecia suficientemente bem do cristianismo medieval pra entender os cismas e heresias, assim como conhecia o suficiente de história para entender o sutil jogo político em cena. Juntando tudo, dá pra entender como a busca do livro do riso num labirinto é uma metáfora poderosa para descortinar nossa dimensão humana. Uma pergunta: eu passo do Eco ao Calvino sem dificuldades (não os contos), como se eles escrevessem numa língua comum. A Ilha do Dia Anterior e a coleção Nossos Antepassados, um mais hiperbólico enquanto os outros são mais metafóricos, mas não parecem compartilhar de uma mesma visão de mundo? Abaixo, o artigo que inspirou essa viagem toda:
"O escritor Umberto Eco pertence a uma pequena classe de estudiosos que são enciclopédicos, perspicazes, e interessantes (no original: nondull, não-chatos). Ele é o dono de uma grande biblioteca pessoal (contendo trinta mil livros), e separa os visitantes em duas categorias: os que reagem com "Uau! Signore, professore dottore Eco, que biblioteca você tem! Quantos desses livros você já leu? "E os outros - uma minoria muito pequena - que entendem que uma biblioteca particular não é uma vitrine ou um apêndice para o ego, mas uma ferramenta de pesquisa. Livros lidos são muito menos valioso do que os não lidos. A biblioteca deve conter muito do que você não sabe, o tanto que os mercados financeiros, juros e empréstimos permitirem que você coloque lá. Você irá acumular mais conhecimento e mais livros à medida que envelhecer, e o crescente número de livros não lidos nas prateleiras irá olhar para você ameaçadoramente. Na verdade, quanto mais você souber, tanto maior será a fila de livros não lidos. Vamos chamar essa coleção de livros não lidos de uma antibiblioteca." Aliás, vamos torcer por isso... eu tenho uma gramática de finlandês que me olha condescendentemente há uns 10 anos.
Inserido de <http://threemonkeysonline.com/book_blog/2009/non-fiction/umberto-ecos-anti-library-by-way-of-the-black-swan>

2 comentários:

A Língua! disse...

Mensagem ao Diogo Mainardi.


R-E-S-U-M-I-N-D-O:

"A beleza da liberação" de toda sorte de vagabundagem como essa está bem explicada no MANUAL DE IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO cuspido por Beria, um anti-Cristo.

Beria escreveu: "... Incitar o narcotráfico para que ele sirva de base de apoio à esquerda e para criar uma SOCIEDADE ENTORPECIDA e PROMÍSCUA para que QUANDO ADULTA, ela NÃO TENHA CORAGEM DE EXIGIR RESPEITO.

Agora entendem A RAZÃO DO MARTELAMENTO dessa "MENTIRA"????????????

Sinceramente,

A Língua!
www.alingua.blogspot.com

A Língua! disse...

Quis dizer... Reinaldo Azevedo!